Marcha pelo Parto em casa

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Sim! estamos presenciando uma revolução, mulheres! Nos dias 16 e 17 de junho (anotem essas datas!) mães do Brasil inteiro sairão às ruas para requerer o que nos pertence de direito: o direito de escolher o local e a forma como se deseja parir. Pra você, parece pedir muito? Pois pra mim é simplesmente inadmissível que, em pelo ano 2012, médicos, enfermeiras obstetras, obstetrizes, parteiras e mães ainda sejam perseguidos e lançados à fogueira simplesmente por defenderam suas convicções e por requererem o direito de parir seus filhos da maneira que mais lhes convém: com amor, respeito, cuidado e principalmente LIBERDADE!

Marcha pelo direito de escolha do lugar de parto e da equipe de assistência

Me emociona presenciar essa revolução! Em questão de horas o evento foi organizado e se espalhou pelo país, como um rastilho de pólvora! Após a aparição do queridíssimo médico obstetra Dr. Jorge Kuhn no Fantástico, na noite de domigo, onde manifestou-se abertamente à favor do parto domiciliar (o que pra nós, ativistas, já não era novidade alguma), o CREMERJ mordeu e, vestindo sua melhor roupa de carrasco, entrou o contato com o CREMESP pra “dedurar” Dr. Jorge e exigir que ele seja punido simplesmente por ter defendido em rede nacional o que há muito tempo já é sabido e notório em diversos países do planeta!

A OMS recomenda, o próprio guia de atenção ao parto do Ministério da Saúde deixa claro que a mulher tem o direito de escolha e PRECISA ser respeitada. Há anos a Holanda oferece essa opção para as gestantes, na Alemanha a mulher pode até mesmo escolher parir SOZINHA em sua casa. E no Brasil? No Brasil estamos sendo lançadas à fogueira e tolhidas do nosso direito fundamental: LIBERDADE DE ESCOLHA! Opinar sobre o que fazem ou deixam de fazer  com nossos corpos e com os corpos de nossos filhos. O CREMERJ (e demais conselhos médicos, se se colocam nítidamente contra o parto domiciliar, com argumentos fracos e desprovidos de verdade, absolutamente desatualizados cientificamente) se acha no direito de simplesmente CALAR A BOCA de milhares de mulheres que querem apenas buscar para si e seus filhos um parto digno e com amor, inseridos no seio de sua família, como acreditam que deva ser o nascimento humano. Se trata de invadir a privacidade da família brasileira, não podemos nos calar!!! Por que afinal, ao invés de agirem arbitrariamente e de forma ditatorial, não se abrem para o debate (aliás, assine aqui a petição pública!)

O parto domiciliar é seguro sim, as mentiras precisam acabar! E se mulheres podem optar (e são inclusive incentivadas à isso) por uma cirurgia, por uma extração abdominal, mesmo havendo evidências científicas de que esse sim é um ato que coloca em risco a saúde (física e psíquica) da mulher e do bebê, por que eu não posso querer ter meu filho em casa? Querem nos boicotar, nos deixar desassistidas, proibindo obstetras, obstetrizes e enfermeiras de nos atenderam em domicílio. Por quê? À quem isso ofende? Parir os filhos com prazer e alegria é assim, uma heresia tão grande?

Eu não admito ser marginalizada e ter que me esconder sozinha, no silÊncio da minha casa para parir sem assistÊncia simplesmente porque o Conselho não deixa nenhum médico me assistir? Como assim? colocando agora os pingos nos is, sendo eu a CLIENTE, não tenho direito de escolha? Se o medo é perder esse quinhão do mercado, afinal, pessoas nascem todos os dias, por que não se adequam para oferecer o que o cliente procura, ao invés de se apavorar e cair de pau em cima sem sequer saber do que estão falando? É, isso mesmo, falam SEM SABER! Não basta ostentar o diploma em uma moldura dourada na parede do consultório. Tem que se atualizar, tem que ler, se informar. A ciência é dinâmica e não há, na medicina e em nenhuma outra ciência, a verdade absoluta.

Não se trata de querer acabar com o parto hospitalar, não se trata de querer acabar com as cesarianas eletivas, nem com a iatrogenia, nem com essa cultura hospitalocêntrica que nos faz tratar o nascimento humano não mais como um ato fisiológico e sim como um ato médico, mecanizado e cartesiano. Se trata de EXIGIR o DIREITO de ESCOLHER! Mas tente, apenas tente discutir com algum médico “padrão” qualquer ponto do seu diagnóstico, ou uma receita, ou um sintoma. O mínimo que vai acontecer é você ser infantilizada e tratada como retardada enquanto o cara se segura atrás da mesa, pensando “quem essa fulaninha pensa que é para querer discutir meu diagnóstico? EU sou o MÉDICO aqui!”. Como se diploma conferisse super poderes à alguém. Estou mentindo?

Não! Não precisamos do seu CONSELHO para parir! (frase da Lígia Sena)

Procure o local da marcha na sua cidade e participe! Venha fazer história e defender os direitos reprodutivos das mulheres!

Links:

 

Cientista Que Virou Mãe

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