E a pergunta que não quer calar: afinal, o que afetaria eu tomar anestesia durante o parto?

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Essas grávidas me inspiram tanto! Então hoje uma das minhas lindas grávidas do ano me perguntou essa e eu achei super relevante compartilhar a resposta com vocês. Pois sei que essa é uma dúvida super comum, afinal, a anestesia está tão bem fantasiada de cordeirinho que tem gente que associa humanizar o nascimento com dar anestesia pra todo mundo. Então vamos assentar alguns pingos nos I´s? Respira fundo porque, pra variar, falei demais! Smiley mostrando a língua

 

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“Olha, o esquema da anestesia é bem relativo. Ela pode ser ótima como pode ser uma merda, rsrsrs…

Existem casos em que sim, ela ajudou muito! E casos onde ela mais atrapalhou que ajudou.

O principal cuidado na anestesia é o anestesista! hahaha. Sério, tem que ser um cara bom, experiente em analgesia de parto, pra não te tirar os movimentos e a sensibilidade. Até porque o objetivo é analgesia ou seja, reduzir a dor e não tirar toda a sensibilidade. Pois a intenção e sentir, sentir o nascimento, não é? Ou você tomaria anestesia pra sua “primeira vez?”

A questão maior é a necessidade de anestesia. Sim, pode ser necessária. MAs na maior parte das vezes não é, até porque a dor tem sua função e existem milhares de formas naturais extremamente eficazes pra aliviar a dor. A dor produz endorfinas e as endorfinas produzem o prazer. 😉 E a dor normal de um parto (sob condições naturais) é bem suportável. Na verdade, quando tu acha que não vai mais dar, está acabando a dilatação e a dor passa e vem os puxos. Os puxos não doem. São só vontade de fazer força. Aí vem o circulo de fogo, que é quando a cabeça chega no períneo. Nessa hora arde um pouco, assusta, tu pensa que vai te rasgar até a nuca. Mas aí a sensibilidade tambem é fundamental, porque sentindo o estiramento do perineo tu vai saber moldar a força pro bebê sair devagarinho, sem rasgar. E é nessa hora que ele nasce e é só alegria.Pain%20Relief%20Options_8

Qual a o momento que tu acha que mais dói? Como tu imagina essa dor? Temos que trabalhar isso. E tornar essa dor mais real e palpável pra ti. Porque não, não é a dor da morte, como muitas se referem. E nem a pior dor do mundo. Na verdade, é a melhor delas 😀

Outra questão é da anestesia alterar a dinâmica do parto. Se tira tua capacidade de andar, já é meio caminho pra próxima intervenção. Se tu não sentir a contração, nem a hora de fazer força, lá vamos nós pra próxima intervenção. E Qual é?

A ocitocina sintética ou o sorinho. E por que é ruim? Porque aumenta a intensidade da contração, a duração e reduz o intervalo entre elas. Ok, você, anestesiada, não sente. Mas o que acontece com o bebê nessa hora?

A placenta armazena sangue oxigenado entre as contrações, porque na hora que o útero contrai, o fluxo de sangue teu para a placenta, reduz bruscamente. Então o bebê se mantem bem oxigenado por causa desse sanguinho que a placenta guardou pra ele. E claro, oxigena ainda mais entre as contrações, no intervalo delas.

E quando a contração é potencializada pela ocitocina sintética? Ela dura mais, ou seja: o sangue oxigenado que a placenta guardou pode acabar antes da contração. Ela é mais intensa portanto, a redução do fluxo sanguíneo é mais brusca. O intervalo é menor então, o tempo de reposição do sangue oxigenado é menor, podendo ser insuficiente. E assim se produz a maior desculpa atual para cesariana intraparto: o sofrimento fetal agudo, que nada mais é que a falta de oxigenação para o feto. Por isso que eu digo que a maior parte dos diagnósticos e sofrimento fetal são, na verdade, fabricados. O sorinho, dado indiscriminadamente para todas as mulheres em Trabalho de Parto, é o principal causador desse quadro.

A questão da perda de sensibilidade também é complicada. Muitas relatam que perderam a capacidade de fazer força, não sentiam os puxos e não conseguiam empurrar o bb pra fora. Aí vem pacotão Frank: Kristeller, episio, mais ocitocina, fórceps de alívio.

Kristeller é aquela manobra em que alguém sobe em cima da mulher e empurra a barriga dela pra baixo, empurrando o bebê pra fora. É ruim, claro, pois é bruto, aumenta demais a pressão sobre o períneo, aumenta as chances de lacerações significativas, o risco de problemas relacionados ao assoalho pélvico depois, sem falar que tem mulher que fica até com hematomas na barriga e há quem relate ruptura de baço, tamanha a brutalidade.

Episio é o cortezinho que, bem, com um médico comum, provavelmente vai ter, pq eles não conseguem resistir, cortam sim, toda mulher, sem nem perguntar. Mas mesmo que ele estivesse cogitando a hipotese de não fazer, nas circunstâncias descritas acima ele vai fazer porque bem, a “mãezinha” não está conseguindo fazer força, o bebê tem que sair daí logo, ela está anestesiada mesmo, aliás, onde está meu Fórceps?

Ai vem o forceps de alívio. Que não é aquela assombração de puxar criança pela cabeça com ferros. É um tipo de Fórceps que, usado corretamente  serve pra dar uma ajudinha, uma ajeitadinha final na cabeça do bebê. Aliás, toda cesariana tem o uso e fórceps pra ajudar o bb a sair pelo corte cada vez menor da barriga, mas isso ninguém conta. Mas é um Fórceps, é uma intervenção e como toda intervenção, traz seus riscos. aí a gente para e pensa que tudo poderia ter sido evitado se eu, lá no comecinho, não tivesse aceitado a tal da anestesia… :/

Era em tudo isso que eu pensava no meu primeiro parto quando a enfermeira perguntava se eu queria anestesia. E sem falar que a anestesia só deve ser dada depois dos 5 cm ou seja, meio caminho andado e eu vou por em risco tudo o que conquistei até agora?

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E quando ela é necessária? Ué… tem casos em que a mulher já foi pro chuveiro, pra banheira, ganhou massagem, chá, aromaterapia, bola, enfim, tudo, mas a dor a paraliza. Sim. Tem casos em que o TP pára e o medo da dor vence. Em geral, uma dor absurda pode indicar uma posição anômala do bebê ou algum problema. MAs e se está tudo normal mas a coisa não flui, tu não consegue relaxar e trava? Acontece. Dr. Ricardo Herbert Jones, no livro memórias do Homem de Vidro, relata que presenciou, em todos esses anos, um caso em que isso de fato aconteceu, a mãe foi transferida pro hospital, tomou a anestesia e meia hora depois o bebê nasceu. Mas foi UM!!! Ou seja. É aquele momentinho, aquele segundo de superação que a gente pensa e se… mas ai a contração passa, vem um intervalo e tu pensa: quer saber, já tá acabando porque me disseram que seria assim, que quando eu achasse que não ia aguentar, ia acabar.

E vem outra contração, que dói um pouquinho mais, dura um pouquinho mais, e tu pensa: Quero anestesiaaaa! Mas procura uma posição se sente confortável, ela vai embora e tu pensa: venci mais uma!!! Que venha a próxima pq eu consigo!

E assim o TP avança, de uma em uma, como ondas em uma mar inicialmente calmo que vai ficando tempestuoso. Mas entre  cada turbilhão tu respira e se prepara pra próxima. E vai vencendo a luta pela sobrevivência, assim, passo a passo, como todas as tuas ancestrais fizeram.

E teu útero abraça e envolve teu bebê, massageando, estimulando e preparando esse novo ser pra nascer. Cada contração é um abraço, um abraço de despedida, um abraço de saudade, um abraço de amor. E a dor é a despedida, o rompimento, a partida. O fim da simbiose. O parto.

Voltando pra casinha: não falamos do bebê! Sim, a anestesia chega nele. Já foi demonstrado experimentalmente que bebês nascidos de partos medicalizados, com anestesia, tem reflexos imediatos pós nascimento prejudicados. Tenho um vídeo que trata especificamente do reflexo de sucção e demostra um bebê nascido de parto natural buscando ativamente o peito para mamar ao passo que, um, nascido de parto medicalizado, não procura. Fica ali, olhando pra teta e a teta pra ele, meio sem saber como agir (isso tb acontece com bebês que são afastados das mães após o nascimento, aconteceu comigo e com João, que foi levado pra banho e coisarada logo depois de nascer. Ele até chegou no peito, lambiscou, estava conhecendo, mas aí levaram ele. Quando voltou, não quis mamar. Foi um trabalhão fazer ele mamar depois, mas conseguimos. Claro que poderia ter sido diferente, como foi com Vini, um início de aleitamento espontâneo e natural). E isso pode sim prejudicar o início de uma amamentação bem sucedida (não que seja definitivo, mas pra que atrapalhar se a gente pode ajudar, né?).

Ah, por hora era isso. Tem mais coisa, com relação à anestesia, com relação ao sorinho e com relação à nossa relação com a dor. Tudo precisa ser trabalhado e desmistificado. Porque a gente teme o que não conhece. Quando passa a conhecer, vê que o monstro não tem sete cabeças.”

Eu não encontrei o vídeo que cito ali em cima, mas encontrei este aqui. Vejam como o bebê busca ativamente o peito. É lindo ❤ . E é justamente isso que o bebê anestesiado (ou que é separado da mãe no pós parto imediato) não faz.

Nas primeiras horas após o parto o bebê nascido naturalmente estará ativo e alerta. É o momento ideal para iniciar a amamentação, para o imprinting (primeira olhada que o bebê dá no olho da mãe, pro rosto dela, gravando aquela imagem), para o estabelecimento dos vínculos. Se ele estiver com soninho, dopadinho da anestesia, pode ser que durma. O mesmo pode acontecer com a mãe, que pode ter os efeitos colaterais da anestesia ou até mesmo dormir e perder esse momento, tão breve e igualmente único e especial!

“Nenhuma outra função fisiológica do corpo é dolorida e o parto não pode ser uma exceção”

Dr. Grantly Dick-Read

Então, acho que vale a pena tentar sem. Acredite, a gente é capaz de muito, mas muito mais do que imagina!

Mas se inventarem uma anestesia eficiente para tirar a sobrancelha, me avisem, porque ao contrário do que você possa estar imaginando agora, não, não sou masoquista e DETESTO sentir dor. MAs a do parto, hoje eu sei bem, é minha amiga!

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  1. Adorei este post! Está muito bem explicado, muito claro! Sem dúvida é leitura obrigatória para todas as gestantes e também para as Doulas! Posso divulgar no blog Bibliografia da Doula (com os devidos créditos, claro!)?
    Um abraço

  2. Pingback: E a Pergunta Que Não Quer Calar: Afinal, o Que Afetaria Eu Tomar Anestesia Durante o Parto? | Bibliografia da Doula

  3. Que imagem lindaaaaaa a da contração como um abraço de despedida!!! Fiquei muito emocionada e vou copiar em um papel para ler durante o meu TP! Um abraço e obrigada por esse presente!

  4. Pingback: Monitorização Fetal Contínua – da série Rotinas do Parto NORMAL: o que eles fazem por você que mais atrapalha do que ajuda | criaminha

  5. Pingback: Jejum–da série rotinas do parto NORMAL: o que eles fazem por você que mais atrapalha do que ajuda | criaminha

  6. Eu tive parto natural humanizado, depois de induzir com acupuntura, 24 horas de contraçoes doloridas demais, banheira, chuveiro, bola, cocoras, pedi um pouco de anestesia (Nao entendi que aquela vontade de fazer coco era vontade de empurrar o bebe) e pedi anestesia. Graças a deus minha medica linda orientou o anestesista que me deu uma dosinha de nada que me relaxou 10 minutos suficientes para dilatar total e empurrar meu bebe. Lacerei, mas pari de cocoras sentindo tudo e o bebe sugou logo apos o nascimento
    Durante duas horas.

  7. Olá, muito interessante seu post! Realmente a anestesia pode afetar o bebê. No meu caso, pedi com 8cm de dilatação. O parto progrediu normalmente e não perdi a sensibilidade das pernas. No início do expulsivo eu não sentia os puxos, depois comecei a sentir de leve. Pari de cócoras com laceração mínima. Meu bebê nasceu hipotônico e com dificuldade respiratória, sendo que os batimentos estavam bons em todo o TP. Ele precisou ir para a UTI e no terceiro dia pegou o peito. Não houve dificuldade na amamentação. A sucção foi perfeita e daí pra frente foi maravilhoso, meu peito nem rachou… 🙂

    • É, Dani… é idéia do texto não é desencorajar ninguém não, rs… apenas ressaltar que nossas escolhas e as intervenções podem ter consequÊncias e precisamos saber quais são e quais as opções, para podermos exercer de fato nosso direito de escolha! 😉

  8. Excelente texto! Amei!
    Tive um parto normal há 45 dias, sem analgesia nem ocitocina…
    Não consegui escapar da episio mas fui consultada na hora e aceitei. Acho que poderia ter evitado mas como você disse, os médicos “não conseguem resistir”.
    As pessoas me perguntam como é o Parto normal, se realmente dói, se dá pra aguentar…Vou indicar seu texto pois exprime exatamente o que eu senti e não sabia explicar!
    Parabéns!

  9. Muito esclarecedor mesmo! Tenho uma filha de 7 anos, nasceu de parto normal, mas com todo o kit: ocitocina, anestesia, Kristeller, mais anestesia, episio, fórceps de alívio. Hoje em dia, depois de tudo que já li a respeito penso que tudo poderia ter sido diferente. Cheguei no hospital com 4 cm de dilatação e me colocaram o maldito sorinho. As contrações que estavam ritmadas e com dor suportável ficaram enlouquecedoramente dolorosas. A dor e o medo da dor me venceram. Não conseguia fazer força, a cada contração me encolhia de tanta dor, travei mesmo. Pedi anestesia pra ver se pelo menos sem tanta dor conseguiria reassumir o controle do meu corpo, mas adiantou muito pouco. Ainda com dor pedi mais anestesia. O anestesista deu o máximo que podia até que eu não senti mais nada: nem dor, nem as contrações, nem a episio, nem minhas pernas, nem o nascimento da minha filha… Apesar de todo o sofrimento ao ver minha filha bem, tudo valeu a pena. Se só houvesse esta opção para que ela nascesse, passaria por tudo de novo. Mas hoje sei que não precisa ser assim. Se eu tiver mais um(a) filho(a) vou fazer questão que respeitem o desenvolvimento natural do parto. Pra isso trabalho em terapia minhas questões em relação à dor e, principalmente, o medo da dor, que me paralizam. E já decidi que não aceitarei ocitocina sintética, que na minha opinião foi o que fez “desandar a maionese”.

    • No meu primeiro também teve algumas coisas que eu depois descobri desnecessárias. No segundo melhorou, mas ainda assim, sabia que tem coisas que pretendo fazer diferente no terceiro? A gente vai vivendo e aprendendo, não é mesmo? Sobre a dor ter te paralizado, não foi a dor normal, a fisiológica, foi a dor potencializada pela ocitocina, que realmente é maior. Aí realmente a chance de a “maionese desandar” aumenta. O “se encolher” de dor, é justamente travar, fechar, se contrair. E quando é fisiológica, a solução é exatamente o oposto, relaxar, deixar dilatar, se abrir. MAs com a dor potencializada, com medo, tensa, enfim, todo o quadro que você descreveu, fica mais difícil, né?
      Obrigada por compartilhar sua experiência. Desejo que teu próximo parto seja o melhor possível!

  10. Uau é um texto tão tão a linguagem popular, que dá orgulho de ler e compartilhar pras amigas entenderem que a anestesia vai muitooooo além de “não sentir dor” Texto maravilhoso! Estou compartilhando no meu blog ta bom!? ❤ Bjinhos boa tarde!

  11. Adorei o texto!! e acredito que a questão seja exatamente saber quais são suas opções para só assim escolher aquilo que vc realmente quer… sem camuflar aqui ou ali.
    tive meu filho com 20 anos. gravidez inesperada, mas perfeita! médico escolhido meio no grito, porque era o melhor do plano de saude do meu marido… que no dia do parto não cobriu nada… mas enfim… tudo bem! desde a primeira consulta queria parto normal com anestesia. tenho pavor de cesarea porque odeio tudo oq possa me cortar, e minha prima teve uma linda experiencia com parto normal “sem dor” oq me encorajou muito para fazer o meu assim também! morria de medo da dor… pavor mesmo! então desde o primeiro dia falei pro meu medico que queria normal com anestesia. ele nunca me induziu a fazer cesarea. nunca. a unica coisa que ele fez foi no dia do parto que cheguei no hospital… um dia depois de me examinar no consultorio dele, disse que não, que eu não queria q ele me acompanhasse. que eu ia fazer tudo pelo sus! louco! quase pirei! mandei chamar ele denovo e disse que não! eu queria que ele acompanhasse meu parto normal sim! e cobrasse por isso, mas me acompanhasse! deu tudo certo dentro do possivel, mas até hoje perco o ar de lembrar que ele quis me abandonar na hora em que eu mais precisava dele! :/
    outra coisa q ele fez que achei estranha mas não sei… foi estourar minha bolsa. minha prima q estava comigo fala até hoje que odiou ele a partir do momento que ele pediu um balde, e pegou alguma coisa que parecia uma ponta de lima, de faca… qualquer coisa assim e estourou minha bolsa. eu devia estar com uns 7 cm de dilatação! umas 2 horas tomei anestesia, e uns 20 min depois(eu falo 20, 30… pq realmente não tenho noção. sei que deu tempo do anestesista me aplicar a anestesia, sentar, conversar um pouquinho entre médicos e o Lorenzo nasceu, pode ser que tenha durado 10 min… não sei) mas enfim… ele nasceu sem chorar. nada! nenhum resmungo. até hoje não entendo! não tive coragem de perguntar pro pediatra oq aconteceu, mas ele levou alguns minutos pra fazer ele chorar. pediu pra não tirar fotos. e acompanhou ele mensalmente até o sexto mes, para ver se não ia ficar com sequelas. :/ e quando ele chorou me olhou por um segundo e me levaram para o quarto e ele para o banho. me culpo tanto por não ter acompanhado ele … lembro que falei pra minha prima. “-va ver ele!! va ver o banho dele por favor!!” é desesperador relembrar tudo! e isso não pode ser uma lembrança de parto. não é possivel que isso era o melhor que podiamos ter feito por ele! hoje sem duvidas, se fosse ter outro filho teria de parto absolutamente normal. sem virgulas e porens. natural! adoro teus textos e admiro muito sua coragem de mostrar tudo em pratos limpos! Beijos! e desculpe pela carta… heheheh

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