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A Difamação do parto

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Olá, querid@s! Este vídeo foi criado para uma disciplina na minha faculdade no semestre retrasado, mas hoje decidi compartilhar. Espero que gostem e que seja útil.

Cinta pós-parto: usar ou não usar?

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Post publicado originalmente no Mãe Marombeira, em 20/09/2012

Esse é um tema que gera muita polêmica entre a mulherada. As opiníões, inclusive dos profissionais, são diversas. Particularmente, não usei, logo já podem imaginar o meu posicionamento. Vou então, explicar os argumentos que me convenceram e foram cruciais na minha escolha por não utilizar a famosa cinta pós-parto. ATENÇÃO: Até onde eu sei, em caso de nascimento por via cirúrgica (cesárea) o uso de cinta é obrigatório, pelo menos por um tempo. Então, meu pitaco aqui vale para as que pretendem ter/terão parto normal/natural.

Logo que o bebê nasce, a musculatura do abdômem, hiperextendida, fica flácida e fraca. O músculo do abdômem é um dos principais envolvidos na manutenção da nossa postura. Ficar de pé, logo após parir o filho é muito esquisito! A barriga despenca! Como a gravidade empurra os órgãos pra baixo, se você ficar em pé muito tempo, chega a sentir falta de ar! Além do que, o seu centro de gravidade, que mudou gradualmente so longo dos nove meses precisa ser reestabelecido assim, de uma hora pra outra. Então levante, mas com cautela! rs…

O útero ainda estará volumoso, a pele sobrando, a musculatura flácida, os órgãos fora do lugar. Enfim, uma bagunça, rs… Uma cinta pode parecer uma solução tentadora, pois te dará mais estabilidade e conforto, mas segurança, sobrecarregará menos a lombar. MAS, veja bem, se ficar em pé por um período um pouco maior parece um desfio e causa muito cansaço, é justamente por que seu corpo está sendo requisitado. Ao levantar para tomar banho, para caminhar, para atender o bebê, você solicita automaticamente os músculos abdominais, que terão que trabalhar pra te manter em pé. Ou seja, mesmo sem querer e talvez sem perceber, você os estará tonificando. Se estivesse de cinta, não estaria.

Não vai ser em dois dias que sua barriga estará igual à de antes, até por que o útero ainda está retornando ao seu tamanho e lugar corretos. Amamentar, é um santo remédio pois a sucção e o contato com o bebê produzem ocitocina (o hormônio do amor) que é o hormônio que estimula o útero a se contrair. Você vai perceber que, ao amamentar, no começo, sentirá cólicas similares às cólicas menstruais. Não! Não brigue com elas, rs… é a ocitocina contraindo seu útero e fazendo a barriguinha desinchar!

Quanto às gordurinhas (e essas se acumulam não só na barriga, mas nas coxas, culotes e bumbum também), fique calma. O corpo passou nove meses acumulando essas reservas justamente pra garantir a produção de leite. Assim, a cada mamada, um pouquinho da gordurinha acumulada vai embora. Então você não precisa de nenhum regime mirabolante e nem correr pra academia. Apenas controle sua alimentação, sem cometer abusos fenomenais, amamente seu bebê em livre demanda e você vai ver suas medidas reduzindo gradualmente.

A cinta serve como uma “muleta” pra musculatura do seu abdômem. Sem a cinta, cada passo, cada movimento, é um estímulo para a musculatura. Você vai desperdiçar esse estímulo? Além do mais, ela comprime a pele, reduzindo a circulação sanguínea, o que pode piorar a flacidez da pele. E, pra completar, empurrar os órgãos pra trás na marra, com um útero ainda volumoso e um períneo que, assim como seu abdômem, também está se acostumando à nova situação e retornando à tonicidade natural (depois falamos mais sobre essa musculatura tão especial), pode estar relacionado com uma maior chance de você sofrer de “bexiga caída” (que aliás, não é culpa do parto normal, e sim do peso da gravidez e outros fatores, pois se não fosse assim, mulheres que optaram por cesárea não sofreriam desse mal nunca).

Ou seja, acho a cinta um desperdício de dinheiro e de tempo! Nos meus dois partos, após 15 dias, descontando a gordurinha e a pele, que demoram mais pra retornar, já sentia a musculatura bem mais tonificada e não, não parecia mais estar grávida, como muitas relatam que ficam.

Já na primeira semana, com autorização do seu médico, pode começar a realizar alguns exercícios para tonificar ainda mais sua musculatura, mas esse já é tema paro outro post.

Um beijo e espero ter contribuido para sua decisão, seja ela qual for!

Parto Normal x Cesária–abaixo a dicotomia!

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Aguardando hoje ao programa da Ótima Bernardes, pois fiquei sabendo previamente que falariam sobre parto, inclusive entrevistariam uma Poderosa mulher que teve seu sonhado parto NATURAL após 3 desnecesárias, estava tensa, imaginando o que viria da discussão. Até por que, na votação disponibilizada no site, simplificaram em normal x cesária. E se eu respondesse nenhum dos dois? Sim, Por que eu não escolheria nenhum dos dois. O Parto Normal hoje, é o que eu conheço como parto Frank, que vem com todas aquelas intervenções, humilhações e “ajudinhas” desnecessárias. Eu quero um parto natural, humanizado, respeitoso e digno, não uma extração vaginal do conteúdo uterino, não o resgate fetal da vagina assassina.

Entre o oito e o oitenta existem infinitas possibilidades. E é preciso que essas possibilidades sejam colocadas em pauta e o principal, que a mulher possa escolher dentre elas, que possa ter o parto do seu jeito, dentro de seus desejos, respeitando sua individualidade, a intimidade daquele momento, único e pessoal. Informe-se! Fuja da pasteurização! O parto é seu.

No fim, o programa foi legal, o pediatra foi muito realista ao falar que sim, o melhor para o bebê é o parto normal. E para a mãe também. Mas no fim, foi supérficial, como tudo na TV, Smiley mostrando a língua

A Marcha do Parto em casa – mais de cinco mil mulheres às ruas, por todo o Brasil, pelo direito de escolha!

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Foi incrível, mágico, poderoso! Mulheres maravilhosas do Brasil inteiro foram às ruas gritar: Sò quero assistência baseada em evidências!!!

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As fotos da mobilização, os cartazes em protesto, Jorge Kuhn cercado de manifestantes que o apoiam e defendem (Dr. Jorge é meu amigo! Mexeu com ele mexeu comigo!!!), tudo isso encheu o peito de ativistas e profissionais da humanização do nascimento de orgulho e calor humano! E deixou na boca um gostinho de quero mais, principalmente com relação às matérias que circularam na mídia, que não conseguiram ser imparciais, embora tenham tentando se travestir de justas e meramente informativas.

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Eu só discordei com um viés da manifestação. Era pelo direito de escolha sim, mas pra mim, dizer que cesárea é um direito de escolha, bem, complica, certo? Segue abaixo esse texto, muito esclarecedor, por sinal, sobre a falsa idéia de que parto cirúrgico é uma opção.

 

Escrito por: Roselene de Araujo

Nossos obstetras, agarrados ao osso do nascimento cirúrgico, erguem como um trunfo o corpo da ativista australiana morta (aliás, no hospital). E escondem em seus armários os corpos das mortes em decorrência de cesarianas desnecessárias, eletivas, agendadas, aquelas que a sociedade vê como “o médico fez tudo que era possível, fez a cesárea, tudo direitinho”.
Marsden Wagner, quando Diretor de Saúde Materno-Infantil da Organização Mundial de Saúde, alertou para o número alarmante de mulheres que morriam anualmente no Brasil em decorrência dessas cesarianas: 500 mulheres!
Quando a Rede Parto do Princípio denunciou ao Ministério Público Federal, as taxas absurdas de cesarianas na rede suplementar, Marsden Wagner enviou uma mensagem pessoal:

“Gostaria de parabenizá-las pela realização deste importante trabalho pelo fim das cesarianas desnecessárias no Brasil. A mortalidade materna no Brasil é alta demais e é a maior entre as maiores taxas de cesárea do mundo. Bons trabalhos mostram que a taxa de mortalidade de mulheres que passam por cesarianas eletivas é aproximadamente 3 vezes maior que as que passam pelo parto normal. Centenas de mulheres morrem anualmente devido a cesarianas desnecessárias. O trabalho de voces é muito importante. Por favor, mantenham-me informado.
Sinceramente,
Professor Marsden Wagner M.D.
Diretor de Saúde da Criança e da Mulher
Organização Mundial Saúde”

Outra coisa.
Não existe um procedimento chamado “cesariana a pedido”. Não no mundo da legalidade.
Se há obstetra despudorado o suficiente para lançar esta frase como indicação de cirurgia num prontuário, das duas uma: ou é petulância, ou ignorância.
Portanto, não digam – srs obstetras, cremesp, sociedade – que fazem cesarianas porque as mulheres querem: os senhores NÃO PODEM fazer cesariana “a pedido”. Se pudessem, se isto fosse um direito, o mesmo direito estaria disponível às mulheres que utilizam o SUS. Direito não envolve poder de compra.
É por isto que o agendamento sempre vem acompanhado de uma indicaçãozinha básica: “vamos marcar, porque logo se vê que você não tem passagem!” E então o prontuário pode ser preenchido com a devida vênia: “desproporção céfalo-pélvica”.
Quase toda indicação nasce dos laudos de ultrassom: “hum… tá com pouco líquido, hein? vamos marcar.” hum… placenta velha. cordão enrolado. bebê muito grande.
E mesmo as cesáreas descaradamente agendadas, a pedido mesmo, para 11/11/11, ou de modo que não seja de capricórnio, doutor, pelo amor de deus que já basta o meu marido – mesmo pra estas sempre rola um comentário: “viu como foi bom fazermos a cesárea? olha só, as circulares do cordão!” – afinal o doutor terá que em seguida lançar uma indicação no prontuário, e a barbárie ainda não chegou ao ponto de se poder assumir: “cesariana por motivo astrológico”.
E por que não se institui logo a cesariana a pedido para todos? Afinal, as maternidades particulares são formatadas para as cesáreas em série, os consultórios estão organizados em função dos dias em que o doutor opera e os dias em que está no consultório, as faculdades de medicina ensinam que cesariana é a regra, então por que não regularizam logo a esbórnia?
Primeiro, que o país é grande e contrastante demais para dar conta da cesárea como “direito de escolha”. Não há hospitais em todos os recantos recônditos desse mundão. Aliás, pelo mesmo motivo não se pode, por exemplo, proibir o parto domiciliar assistido por parteira. Simplesmente porque não há outra alternativa para grande parte das brasileiras – sorte das mulheres urbanas que desejam parir de forma desmedicalizada, como recomenda a Organização Mundial de Saúde para o baixo risco – ou seja, para a grande maioria das mulheres.
E nesse conflito encontramos ainda outro ponto nevrálgico: onde irão encontrar nossos chefes de tocoginecologia, material didático melhor do que mulheres parindo em seus hospitais-escola para o aprendizado de seus residentes? Períneos em abundância para o treino de corte e costura! Episiotomias e suas episiorrafias em 100% dos partos! Tão necessário quanto cortar nossos esfíncteres a cada excreção “só pra dar uma ajudinha, senão não sai!” E o uso de fórceps em todas as primíparas – também para fins didáticos – sem nenhum tipo de esclarecimento à mulher, que sai de lá carregando pro resto da vida o peso de seu filho “ter precisado ser puxado a fórceps”?
Portanto, tenhamos clareza: quando um médico vira objeto de preocupação interestadual de conselhos de medicina por dizer num programa de televisão que o parto é um evento FISIOLÓGICO – ou seja, saudável e feito pelo corpo da mulher, que não haja dúvida: a árvore da conveniência intervencionista é que está sendo balançada.
Se a preocupação fosse com a mulher e seu bebê, não teríamos as taxas que temos de “binômios” levados a risco cirúrgico desnecessário, não teríamos o assédio moral da violência obstétrica vivenciada por milhares de mulheres todos os dias, parindo ao som de “na hora de fazer foi bom, que que tá gritando agora?!?”; não teríamos mulheres parindo convertidas em material didático das escolas de medicina; não teríamos classes de profissionais de saúde se engalfinhando pela reserva de mercado da assistência ao parto. A lista continua.
A cesariana a pedido é uma ilusão, uma miragem na qual os obstetras querem mais é que todos acreditem. Não sou contra que este direito exista, apenas penso que as mulheres que o desejam, devam lutar por sua legalização. Porque hoje, toda cesariana sem indicação comprovada é passível de processo, pois contradiz a responsabilidade civil do médico, que entre outras premissas baseia-se no seguinte artigo de seu código de ética:
“Capítulo III – Responsabilidade profissional
É vetado ao médico:
(…)
Art 14 Praticar ou indicar atos médicos desnecessários (…)”.

A MArcha na mídia:

http://blogsaudebrasil.com.br/2012/06/17/marcha-reune-familias-e-profissionais-em-defesa-do-parto-humanizado/

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/teledomingo/videos/t/edicoes/v/mais-de-100-mulheres-se-reuniram-em-marcha-em-respeito-ao-parto-em-casa/1997955/

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/bom-dia-rio-grande/videos/t/edicoes/v/cerca-de-100-mulheres-se-reunem-em-porto-alegre-para-apoiar-realizacao-de-partos-em-casa/1998341/

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-sao-paulo/v/passeata-reune-pessoas-que-lutam-pelo-direito-do-parto-em-casa-na-avenida-paulista/1998043/

http://www.clicksbyclebermassao.com/2012/06/marcha-do-parto-em-casa-av-paulista-sao.html#more

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681003-15605,00-MULHERES+PROTESTAM+EM+DEFESA+DO+PARTO+DOMICILIAR.html

Obs.: As fotos foram retiradas do Facebook e do internet. Se você está em uma das fotos ou se a foto é sua, sinta-se à vnontade para pedir que eu a retire do ar ou vincule à algum link específico. Alegre

Marcha pelo Parto em casa

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Sim! estamos presenciando uma revolução, mulheres! Nos dias 16 e 17 de junho (anotem essas datas!) mães do Brasil inteiro sairão às ruas para requerer o que nos pertence de direito: o direito de escolher o local e a forma como se deseja parir. Pra você, parece pedir muito? Pois pra mim é simplesmente inadmissível que, em pelo ano 2012, médicos, enfermeiras obstetras, obstetrizes, parteiras e mães ainda sejam perseguidos e lançados à fogueira simplesmente por defenderam suas convicções e por requererem o direito de parir seus filhos da maneira que mais lhes convém: com amor, respeito, cuidado e principalmente LIBERDADE!

Marcha pelo direito de escolha do lugar de parto e da equipe de assistência

Me emociona presenciar essa revolução! Em questão de horas o evento foi organizado e se espalhou pelo país, como um rastilho de pólvora! Após a aparição do queridíssimo médico obstetra Dr. Jorge Kuhn no Fantástico, na noite de domigo, onde manifestou-se abertamente à favor do parto domiciliar (o que pra nós, ativistas, já não era novidade alguma), o CREMERJ mordeu e, vestindo sua melhor roupa de carrasco, entrou o contato com o CREMESP pra “dedurar” Dr. Jorge e exigir que ele seja punido simplesmente por ter defendido em rede nacional o que há muito tempo já é sabido e notório em diversos países do planeta!

A OMS recomenda, o próprio guia de atenção ao parto do Ministério da Saúde deixa claro que a mulher tem o direito de escolha e PRECISA ser respeitada. Há anos a Holanda oferece essa opção para as gestantes, na Alemanha a mulher pode até mesmo escolher parir SOZINHA em sua casa. E no Brasil? No Brasil estamos sendo lançadas à fogueira e tolhidas do nosso direito fundamental: LIBERDADE DE ESCOLHA! Opinar sobre o que fazem ou deixam de fazer  com nossos corpos e com os corpos de nossos filhos. O CREMERJ (e demais conselhos médicos, se se colocam nítidamente contra o parto domiciliar, com argumentos fracos e desprovidos de verdade, absolutamente desatualizados cientificamente) se acha no direito de simplesmente CALAR A BOCA de milhares de mulheres que querem apenas buscar para si e seus filhos um parto digno e com amor, inseridos no seio de sua família, como acreditam que deva ser o nascimento humano. Se trata de invadir a privacidade da família brasileira, não podemos nos calar!!! Por que afinal, ao invés de agirem arbitrariamente e de forma ditatorial, não se abrem para o debate (aliás, assine aqui a petição pública!)

O parto domiciliar é seguro sim, as mentiras precisam acabar! E se mulheres podem optar (e são inclusive incentivadas à isso) por uma cirurgia, por uma extração abdominal, mesmo havendo evidências científicas de que esse sim é um ato que coloca em risco a saúde (física e psíquica) da mulher e do bebê, por que eu não posso querer ter meu filho em casa? Querem nos boicotar, nos deixar desassistidas, proibindo obstetras, obstetrizes e enfermeiras de nos atenderam em domicílio. Por quê? À quem isso ofende? Parir os filhos com prazer e alegria é assim, uma heresia tão grande?

Eu não admito ser marginalizada e ter que me esconder sozinha, no silÊncio da minha casa para parir sem assistÊncia simplesmente porque o Conselho não deixa nenhum médico me assistir? Como assim? colocando agora os pingos nos is, sendo eu a CLIENTE, não tenho direito de escolha? Se o medo é perder esse quinhão do mercado, afinal, pessoas nascem todos os dias, por que não se adequam para oferecer o que o cliente procura, ao invés de se apavorar e cair de pau em cima sem sequer saber do que estão falando? É, isso mesmo, falam SEM SABER! Não basta ostentar o diploma em uma moldura dourada na parede do consultório. Tem que se atualizar, tem que ler, se informar. A ciência é dinâmica e não há, na medicina e em nenhuma outra ciência, a verdade absoluta.

Não se trata de querer acabar com o parto hospitalar, não se trata de querer acabar com as cesarianas eletivas, nem com a iatrogenia, nem com essa cultura hospitalocêntrica que nos faz tratar o nascimento humano não mais como um ato fisiológico e sim como um ato médico, mecanizado e cartesiano. Se trata de EXIGIR o DIREITO de ESCOLHER! Mas tente, apenas tente discutir com algum médico “padrão” qualquer ponto do seu diagnóstico, ou uma receita, ou um sintoma. O mínimo que vai acontecer é você ser infantilizada e tratada como retardada enquanto o cara se segura atrás da mesa, pensando “quem essa fulaninha pensa que é para querer discutir meu diagnóstico? EU sou o MÉDICO aqui!”. Como se diploma conferisse super poderes à alguém. Estou mentindo?

Não! Não precisamos do seu CONSELHO para parir! (frase da Lígia Sena)

Procure o local da marcha na sua cidade e participe! Venha fazer história e defender os direitos reprodutivos das mulheres!

Links:

 

Cientista Que Virou Mãe

Site BOL
Revista Crescer
Sul 21
O Globo
Portal Desacato
Jovem Pan
Catraca Livre – UOL
Revista TPM
Spresso SP
Band
Blog Escreva Lola Escreva
Revista Pais e Filhos
Cia das Mães
Bonde
Band News FM Curitiba
Jornal Já
Rede Humaniza SUS
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TV Caruaru
A Folha Regional
Tribuna Ribeirão
Jornal O Fluminense
Linha Direta – PT SP
Blog do Luis Nassif
Blog do Gustavo Cunha
Tudo Rondônia
Causa Operária On Line
Jornal da Tarde
Saúde Brasil

Não deixe o blog morrer (ou a Saga do catchup caseiro)!!!

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Bem, se não entrar ninguém nos próximos dezessete minutos, vou escrever um post express, assim, pra não deixar o blog morrer.

Vou começar contando pra vocês que o Ketchup Caseiro foi um sucesso. Ou nem tanto: o pequeno aqui fez cara feia no começo, disse que não gostava desse catchup feito em casa, só o do potinho vermelho e eu, obviamente, na calada da noite, violei o pote e fraudei o conteúdo, enchendo de catchup saudável a vida do meu filho, hahaha…

Mas se engana quem pensou que foi fácil. Na primeira gotinha que ele provou, olhou pra mim e disse: “Mas esse catchup é o teu!”

Eu, me fazendo de louca, respondi: “Como?! Ah! É filho, é Tell” (a marca do bagulho, kkkk).

Ele olhou e foi comendo, meio a contra gosto no início, mas depois esqueceu o assunto e continuou comendo o catchup.

Por isso, fica a dica: Eu segui a receita QUASE à risca, mas aumentei o gengibre. Só que o alho ficou muito marcante, coloquei três dentes grandes, por isso, sugiro por um pouquinho menos. Depois da recusa do ilho, adicionei mais duas colheres de sopa de melado, pra ficar mais doce (como o industrializado) e um pouco de páprica picante, porque gosto de catchup apimentado. Fiçou MARAAAAAA! Vale a pena. Já usei até pra temperar um molho de tomate pra uma massa, em um dia de muita preguiça e alta de cebola. Içou delicioso. Como base pra pizza também, ficou excelente. Não vai mais faltar aqui em casa. Façam! É saudável e gostoso. A receita? VocÊ encontra aqui ó: http://pat.feldman.com.br/2011/11/29/ketchup-caseiro-e-delicioso/!!!

Bati tudo com o mixer de mão, meu novo queridinho da cozinha. Foi rápido, fácil e indolor.

Ok, faltam dez minutos que vou usar pra publicar o post.

Um abraço e até a próxima.

Vini caiu da cama!!!

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Homer, O grito, munch

Sim, sim!!! Em alguns segundos de distração da mamãe e o previsível se concretizou.

Estava batendo algumas fotos dele e resolvi largar a máquina no balcão. De longe, vi uma casca de banana sobre a pia e fui até lá (escomungando meu marido mentalmente) pra colocá-la no lixinho orgânico, que fica a trinta centimetros de onde a casca fora depositada (alguém explica?). No trajeto de volta, resolvi arrumar o colchão que fica no chão da sala para deixar o bebê enquanto tomaria meu café da manhã. Eis que o temível barulho me atinge como um soco no estômago e penso: Meu deus, ele caiu. Corri com um nó na garganta que tenho a impressão de que surgira milésimos de segundo antes da queda, como uma premonição mesmo. Com meu chicotinho em mãos e me culpando até por dentro dos meus ossos, entrei no quarto e encontrei o bebê sobre o tapete, com um vergão na testa.

Peguei no colo, beijei, abracei e, segurando o meu choro, consegui acalmá-lo cerca de longos e quase eternos cinco minutos de choro. Se acalmou mamando. Consultei o “Seu Google”, embora visse que o susto fora maior que a queda (como quase sempre é). No site do Babycenter li uma lista de sintomas e sinais que deveria observar nas próximas horas. Mas daí me senti meio ridícula: se o bebê desmaiar ou não estiver respirando, grite por ajuda […] e vá para o pronto socorro. Se estiver sangrando e vc não conseguir estancar, vá para o pronto socorro. Se algum membro estiver desalinhado :-O, vá para o pronto socorro. Lendo o show de horrores e meio embasbacada com o óbvio (tipo, precisa me dizer pra ir pro PS se meu bebê dormir e não acordar mais ou se estiver com um talho na cabeça jorrando sangue à meia hora? Até eu, que detesto hospitais, levaria o carinha na hora diante de quaisquer dessas circunstâncias, ué…) constatei que sim, ele estava bem e que, bem, meu filho não é mais um recém nascido e que rola absurdamente bem, no auge de seus quase cinco meses, rs… Hora de providenciar o kit de sobrevivência básico: berço, chiqueirinho, andador, babá eletrônica e… hahahahahaha. Brincadeirinha povo! Nada disso, não aqui em casa.

Deposito o corpinho gordinho e adormecido no colchão da sala e vôo pro Google. Pronto, providenciei um Tatame de 2 x 2. Sim, ele é de EVA, embora digam que é tóxico e que seja óbviamente poluente, acho que a parte do poluente a gente compensa com nosso minhocário, nossas fraldas de pano, nosso não uso de mamadeiras e todas as outras atitudes sustentáveis que nos esforçamos pra incluir em nossas rotinas diárias. A parte do tóxico, bem, então danou-se pq é EVA pra lá, EVA pra cá, EVA por todos os lugares, ia ia io. Na escola, no playground, no shopping, nos calçados, em livros, brinquedos. Como os de outro material eram ABSURDAMENTE caros, escolhi o de EVA e vou colocar algo sobre ele, uma colcha, uma manta, qualquer coisa que diminua o contato entre o bebê e o tal material (alguém tem dados convincentes sobre a toxicidade dele?).

A segunda etapa da maratona “Transforme sua casa em um lugar seguro para seu bebê” será substituir o aparador de metal e vidro que está servindo de rack em caráter provisório (provisório por 10 anos, rs..) por algo mais estável, pois é certo que o carinha vai se apoiar no bagulho pra ficar de pé e ai… bem, sem falar nos fios pendurados ali atrás. Protetores de tomada, de quinas, travas para gaveta, para portas, salva dedinhos, todo o arsenal para que ele possa perambular pela casa feliz e seguro, explorando e aprendendo.

Agora ele está dormindo cercado por travesseiros e eu estou aqui, de olhos e ouvidos abertos. Dessa vez, não vai rolar colchão no chão, como rolou com JV, pelo menos por enquanto. Quem sabe troque meu king size pelo colchão da casa dos fundos, pelo menos provisoriamente (snif) ou faça uma camona no chão do outro quarto. Sei lá… Deixa eu amargar minha culpa mais um pouquinho.

to be continued…

Beijos!!!

Meu primeiro post, em ritmo carnavalesco (ou nem tanto)

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O dia em que quase saimos da amamentação exclusiva, rs... Olha a cara do Vini no wrap, besuntado de sorvete.

Eu criei esse blog e passei quase duas semanas pensando no que escrever como post inaugural. Tantos assuntos passaram pela minha cabeça, desde uma simples apresentação, um relato de parto, a busca pela “babá quase perfeita”, uma ovelhinha de crochê lindinha que achei na net, do livro novo que chegou, até a receita do Ketchup caseiro da Pat Feldmann, o resgate alimentar do meu filho mais velho, cama compartilhada e todas as possíveis nuances entre esses assuntos todos, juntos, separados e remasterizados.

Por fim, nessa sexta carnavalesca, maridex trabalhando, livro sobre a mesa, ingredientes do ketchup providenciados, ovelhinha de crochê pela metade, babá escolhida, sentada na cama ente meus dois filhos lindos, que dormem placidamente e nem sonham com o turbilhão de pensamentos que insiste em me resgatar da musica do Michel Teló que o meu vizinho está escutando em alto e bom tom (obrigada, cérebro!), resolvi dar oi oficialmente!

Eis meu blog. Tá, mas pra que eu resolvi criar um blog? Pra ser um espaço de troca e interação, pra compartilhar as muitas coisas que eu descobri nesses cinco anos de maternidade e trinta anos de vida (opa, ainda não! só em março!!!). Não me comete julgar as opções de ninguém, nem brigar ou discutir, apenas quero expor minha forma de ver as coisas e algumas dicas práticas do dia a dia e da vida da gente que podem facilitar ainda mais a tarefa deliciosa de ser mãe, esposa e profissional.

Minha vó tá maluca… ah… onde eu estava mesmo? Vizinho trocou a música. Bem, a apresentação eu deixo pra parte do quem sou eu, certo? Vou fazer os últimos ajustes no blog e espero voltar em breve, pra escrever uma das coisas que comentei acima.

Beijos!